<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370</id><updated>2011-08-01T22:55:30.140+01:00</updated><category term='livros'/><category term='Estudo'/><category term='Epistemologia'/><category term='geral'/><title type='text'>Estudar Filosofia</title><subtitle type='html'>aventuras e desventuras de alguém que estuda filosofia nas horas livres</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-4994669327564955221</id><published>2009-11-02T22:42:00.002Z</published><updated>2009-11-02T22:45:35.185Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Verdadeira</title><content type='html'>Conhecimento é crença, VERDADEIRA, justificada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto aqui à questão da crença ser verdadeira, algo que já abordei em posts anteriores.&lt;br /&gt;São muitos os argumentos que demonstram que a verdade não nos é acessível ou apenas é em casos pontuais que não bastam para edificarmos a nossa estrutura de conhecimento: a dúvida metódica de Descartes, o argumento do erro, o argumento do cérebro num recipiente (semelhante ao de Descartes) e talvez ainda outros. Assim, se assumíssemos uma postura infalibilista, dizendo que a justificação para a nossa crença tem que ser tal que nos garante que esta é verdadeira, ficávamos numa posição que teríamos que assumir que o conhecimento não nos é acessível (excepto os tais casos pontuais que não nos bastam). Seriamos derrotados pelo cepticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, ao definirmos conhecimento como crença, verdadeira e justificada não estamos implicitamente a assumir uma posição infalibilista? Esta era a posição em que eu estava quando escrevi &lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=4994669327564955221"&gt;Conhecimento: crença verdadeira não necessariamente justificada?? &lt;/a&gt;, e por isso a minha consternação: ou deixava cair o requisito “verdade” ou me rendia ao cepticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois penso agora que uma terceira via é possível. Não que eu a tenha “inventado”, mas agora percebo o que li e o que me diziam os defensores do atributo “verdade” para o conhecimento. Na realidade a teoria crença, verdadeira e justificada (CVJ) não implica o infalibilismo. Infalibilismo é quando exigimos que a justificação implique a verdade. Mas podemos ter uma crença, verdadeira e com uma justificação tal que não implique a verdade, apenas que a dê como provável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, do nosso ponto de vista, teremos crenças justificadas. Não teremos 100% de garantia que seja verdadeira, mas consoante a força da justificação a nossa crença será mais ou menos forte. Se se vier a demonstrar que a crença era falsa, então diremos “eu pensava que sabia que p, mas na realidade não sabia”. Aquelas crenças que justificadamente temos e que, mesmo sem nós termos a garantia absoluta, sejam de facto verdadeiras, serão conhecimento. As outras, aquelas que justificadamente temos mas que na realidade não são verdadeiras, serão erradamente tomadas por nós como conhecimento até que aprendemos que não eram verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, eu posso dizer que sei que p mesmo que a justificação que tenho não implique a verdade de p. Mesmo assim, caso a justificação seja forte, eu poderei legitimamente dizer que sei que p (até prova em contrário…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anthony Kenny escreve o seguinte em “knowledge, belief and faith”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“But there is no purely internal method of discovering which of one’s beliefs deserve the name of knowledge. The best one can hope for is to acquire proficiency in attaching the right degree of commitment to each belief.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que esta é a forma construtiva de olhar para a epistemologia: estudar as condições que nos permitem ganhar proficiência em aplicar o grau certo de comprometimento a cada crença. Haverá sempre coisas que julgamos saber e que se provam falsas mais tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-4994669327564955221?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/4994669327564955221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=4994669327564955221&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/4994669327564955221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/4994669327564955221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/11/verdadeira.html' title='Verdadeira'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-876940638926757745</id><published>2009-10-23T21:48:00.000+01:00</published><updated>2009-10-23T21:49:06.134+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Crença</title><content type='html'>Conhecimento é CRENÇA verdadeira e justificada, acrescida de um qualquer atributo que contorne o problema de Gettier).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste post farei uma breve reflexão sobre a Crença, e outros se seguirão a respeito da componente “verdade”, “justificada” e “Gettier”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da Epistemologia discute-se o conhecimento proposicional, de proposições, e não o saber-fazer ou o conhecimento de pessoas e locais (tipo “eu conheço a Maria”).&lt;br /&gt;Quanto dizemos saber algo, quer dizer que temos uma crença, acreditamos que uma determinada proposição é verdadeira. &lt;br /&gt;Mas, pergunto eu, será que ter uma crença implica crer que a temos? Explico melhor: será que quando dizemos ter uma crença estamos necessariamente conscientes que a temos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil pensar em exemplos de crenças que possamos ter sem estarmos conscientes que as temos; afinal, se não estamos conscientes que as temos não conseguimos detectá-las.&lt;br /&gt;No entanto, conseguimos imaginar inúmeras situações em que vemos pessoas a dizer que acreditam em algo, mas a agir como se não acreditassem (ou como se acreditassem no seu oposto). Duas coisas podem ocorrer: ou a pessoa está a mentir, ou não está consciente da crença que realmente tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo disto dá-se com a crença religiosa (e espero não estar a espalhar polémica, pois não é esse o objectivo): são inúmeras as pessoas que dizem acreditar numa determinada religião, por exemplo a Católica, e que actuam como se não acreditassem. Não estou a falar nas questões morais, em que todos nós podemos não agir de acordo com os valores em que cremos mas ainda assim crer nesses valores por vários motivos que a psicologia explicará melhor.&lt;br /&gt;O caso mais gritante a que me refiro é outro, e pode ser verificado num funeral. A crer de facto nas proposições que integram a religião Católica, um funeral deveria ser uma altura de festa e alegria, pelo menos o funeral de alguém bom e que se espera ir para o paraíso. Poderão dizer que a razão da tristeza se prende com a separação de um ente querido e não é pena ou dor pela morte propriamente dita; mas a realidade é que as pessoas ficam tristes quando morre alguém que não conheciam, e de quem dificilmente irão sentir a falta (por exemplo com a morte de celebridades) e também ficam tristes quando se deparam com uma morte particularmente trágica de alguém que não conheciam de todo (crianças e muitos outros casos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza que as pessoas sentem quando alguém que lhes é querido morre parece indicar que na realidade as pessoas não têm de facto a crença que dizem ter.&lt;br /&gt;Isso deixa-nos com duas hipóteses: 1) ou as pessoas sabem que não acreditam e mentem quando dizem que crêem; 2) ou as pessoas pensam ter uma crença, quando na realidade, sem estarem conscientes disso, têm uma crença que é o seu oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero crer que 1 seja verdadeira. Conheço muita gente, e muita gente de quem gosto e por quem tenho muita consideração, com quem se verifica este fenómeno. Não imagino que todos estejam a mentir conscientemente e sem qualquer razão forte para isso.&lt;br /&gt;Ora isso deixa-nos com 2 – as pessoas podem ter uma crença e não estar conscientes dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ser verdade, teremos que responder a uma outra questão: será possível uma crença da qual não estamos conscientes ser conhecimento? Se tal crença for verdadeira, justificada e “des-Gettierizada”?&lt;br /&gt;Note-se que esta questão não tem que ver directamente, parece-me, com o tema internalismo / externalismo, onde a discussão se debruça sobre a necessidade ou não de estarmos conscientes da justificação que temos para uma determinada crença. Aqui o que está em causa é se temos que estar conscientes da própria crença ou não.&lt;br /&gt;Claro que se aceitamos que uma crença da qual não estamos conscientes possa ser conhecimento (se verdadeira, justificada, …) então estaremos a aceitar também que não é necessário estarmos conscientes da sua justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta em aberto é então (na realidade são duas):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que podemos ter uma crença sem estarmos conscientes dela e, se sim, essa crença pode constituir conhecimento?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-876940638926757745?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/876940638926757745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=876940638926757745&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/876940638926757745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/876940638926757745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/10/crenca.html' title='Crença'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-3105586984078926187</id><published>2009-10-06T22:31:00.002+01:00</published><updated>2009-10-06T22:49:11.553+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geral'/><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>Há quase 4 meses que não escrevo aqui no blogue.&lt;br /&gt;A verdade é que há quase 4 meses que não estudo filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 4 meses extremamente dificeis, do ponto de vista profissional. Eu sou sócio de uma empresa de serviços que viveu nos últimos meses o periodo mais dificil desde a sua fundação. Não me vou alongar aqui a respeito deste tema, mas não queria deixar de apresentar uma pequena nota justificativa para tamanha ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à filosofia, mas ainda assim no campo da justificação, registo que é uma área de estudo a que nos conseguimos dedicar apenas quando temos um certo grau de tranquilidade e paz de espírito. É extremamente dificil, se não impossível, estudar filosofia se temos problemas sérios do quotidiano a ocupar a nossa atenção.&lt;br /&gt;Julgo que neste ponto será diferente, por exemplo, da música, à qual nos conseguimos dedicar mesmo quanto temos problemas sérios em mãos. Parece-me que a música, a par de outras "disciplinas", poderá até ser um bom ponto de apoio em situações de muito stresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a filosofia não é, definitivamente, um anti-stresse; a filosofia pressupõe que não haja stresse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto o que aconteceu nos últimos 4 meses é que não me consegui de modo nenhum dedicar à filosofia ou ao que quer que seja fora do âmbito profissional.&lt;br /&gt;Verifico que este blogue mantém ainda algumas visitas diárias, o que me leva a acreditar que ainda haverá alguns seguidores. A eles, e aos que já não o acompanham, peço desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, voltei ao estudo. Há já mais de uma semana que voltei aos livros e aos meus apontamentos. Penso que agora vou ter a necessária disponibilidade mental para o fazer e manter, e espero conseguir manter uma presença constante neste blogue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asssim sendo: até breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-3105586984078926187?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/3105586984078926187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=3105586984078926187&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3105586984078926187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3105586984078926187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/10/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-2626170803801632230</id><published>2009-06-11T22:22:00.001+01:00</published><updated>2009-06-11T22:22:57.987+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geral'/><title type='text'>Perdido!</title><content type='html'>Estou num impasse. Estudar à distância, ainda para mais no sistema da London University (que nos deixa por nossa conta e sem apoio de professores ou tutores), não é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um arranque auspicioso, em que senti que progredi bastante, chego à conclusão que estou um pouco perdido. Ok, sejamos sinceros, estou completamente perdido…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de estarmos por nossa conta é que facilmente cedemos à tentação de ler aquilo que nos interessa e deixar de parte aquilo que não nos interessa tanto. O problema é que qualquer curso minimamente completo e qualquer formação minimamente consistente tem que quer abrangente e profunda Q.B.. Claro que teremos que estudar muita coisa que não nos atrai.&lt;br /&gt;A discussão de há duas semanas a respeito do que é o conhecimento, e da natureza da justificação foi bastante interessante, e sinto que aprendi com ela, mas na realidade fez-me desviar do caminho principal e deixou-me perdido não sei bem onde.&lt;br /&gt;Nos últimos tempos tenho andado a saltitar de livro em livro, de tema em tema, sem um rumo definido e sem objectivos precisos. Isso, conjugado com o facto de estar também numa fase mais intensa da minha actividade profissional, fez com que não tenha feito qualquer progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso também não tenho escrito aqui no blogue com a frequência que desejaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, acabo de tomar uma decisão. Vou voltar ao básico: pegar no “Philosophy 1 – A guide through the subject” de A.C. Grayling e definir o meu plano de estudo para os próximos 2 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fiz antes foi estabelecer duas ou três leituras, avançar para elas, progredir bastante no início e depois ficar a marcar passo.&lt;br /&gt;Agora vou definir já o itinerário que pretendo seguir por um período mais alargado. Esse itinerário será estabelecido com base no guia e incluirá necessariamente coisas que me atraem mais e outras que me atraem menos; mas, a fazer fé na qualidade do guia, serão as leituras que de facto devo estudar. Talvez não seja tão emocionante como a primeira estratégia, mas penso que será mais proveitosa no longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, voltarei aqui dentro de 2 ou 3 dias com o plano da viagem. E depois é só fazer-me à estrada…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-2626170803801632230?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/2626170803801632230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=2626170803801632230&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/2626170803801632230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/2626170803801632230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/06/perdido.html' title='Perdido!'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-2495634539868590991</id><published>2009-06-04T19:28:00.002+01:00</published><updated>2009-06-04T19:31:13.053+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudo'/><title type='text'>De volta</title><content type='html'>Pois é, vida de trabalhador-estudante tem destas coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas últimas semanas foram demasiado ocupadas. Estive fora mas em trabalho durante uma semana, e a outra semana ocupou-me dia e noite, apesar de ter lido qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já está! Voltei ao estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos 2 ou 3 dias irei escrever algo mais consistente; escrevo este post só para dizer que não me fui embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-2495634539868590991?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/2495634539868590991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=2495634539868590991&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/2495634539868590991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/2495634539868590991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/06/de-volta.html' title='De volta'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-2881560291079146310</id><published>2009-05-14T22:53:00.005+01:00</published><updated>2009-05-14T23:19:34.451+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Conhecimento: crença justificada não necessariamente verdadeira??</title><content type='html'>Uma ideia diferente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição corrente de conhecimento é que se trata de crença verdadeira e justificada, eventualmente com uma qualquer condição adicional para despistar o contra argumento de Gettier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora pergunto: porquê verdadeira? Os livros introdutórios de epistemologia começam por definir conhecimento dizendo que não podemos dizer que sabemos algo que é falso, logo o que quer que seja o conhecimento tem que incluir uma componente de verdade. Passa-se de uma utilização corrente de "conhecimento" para uma definição filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora dei como um dado adquirido a componente de verdade do conhecimento. Mas agora, nas minhas deambulações erráticas, tropecei nesta questão: será a veracidade de uma crença necessária ao conhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que não basta a uma crença ser justificada para ser conhecimento? Isto teria a vantagem de esvaziar de sentido uma grande parte dos argumentos cépticos, que atacam a noção de verdade mais do que a de crença justificada.&lt;br /&gt;Vejo que são muitos os que aceitam que a maior parte das crenças justificadas que temos, senão todas, são falivelmente justificadas - quer isto dizer que a justificação que temos para elas não nos garante a sua verdade. Por outro lado, afirmam que conhecimento é crença verdadeira e justificada. Ora isto implica que o que conhecemos é nada ou muito pouco. Mas quem defende isto também defende que conhecemos muita coisa: que os corpos de atraem, que a Terra gira em torno do Sol, que aos policias os filhos nascem paisanos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até há 1 ou 2 horas atrás eu também pensava assim. Agora considero a hipótese de deixar cair a "verdade" da definição de conhecimento, passando este a ser crença justificada (+gettier).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o problema disto? À luz da definição CVJ dizemos "Ptolomeu pensava que sabia que o Sol girava em torno da Terra, mas não o sabia na realidade pois nós agora sabemos que é a Terra que gira em torno do Sol". À luz da definição CJ diremos "Ptolomeu sabia que o Sol girava em torno da Terra, mas estava enganado, agora sabemos que....".&lt;br /&gt;A crença de Ptolomeu era justificada, na altura. Nós agora temos uma justificação mais forte para a nossa. Claro está que podemos descobrir no futuro que também nós estamos enganados: hoje sabemos que a Terra gira em torno do Sol, mas tal pode não ser verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ideia surgiu-me há pouco, pelo que não a estudei nem a maturei em profundidade. Estou aqui a pensar em "voz alta". Muito provavelmente esta tese já foi estudada, defendida e atacada por vários autores, e muito agradeço a quem me estiver a ler se puder partilhar comigo algumas sugestões de leitura a este respeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-2881560291079146310?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/2881560291079146310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=2881560291079146310&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/2881560291079146310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/2881560291079146310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/05/conhecimento-crenca-justificada-nao.html' title='Conhecimento: crença justificada não necessariamente verdadeira??'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-1104453982992773502</id><published>2009-05-10T21:23:00.003+01:00</published><updated>2009-05-10T21:52:43.394+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudo'/><title type='text'>Como estudar filosofia</title><content type='html'>Aprendi algo importante relativamente ao estudo da filosofia.&lt;br /&gt;Ao fim de ler e estudar durante vários meses, sem grandes progressos, registei algo nas últimas semanas que me fez aumentar drasticamente o rendimento do meu estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provalmente isto será algo de muito básico para qualquer estudante de filosofia, mas de qualquer modo acho que devia partilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, quando nos debruçamos sobre um determinado tema, devemos adoptar os seguintes passos:&lt;br /&gt;1) Ter um endendimento muito geral sobre o tema em estudo&lt;br /&gt;2) Perceber as questões e problemas relacionados&lt;br /&gt;3) Estudar a fundo o tema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos por fazer uma aproximação muito por cima ao tema, apenas para saber de que trata e qual o mapa geral do território. Por exemplo para a epistemologia isto passou por ler as introduções e indíces de vários livros. Não é muito mais do que isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, e este é o passo que julgo mais importante, temos que perceber quais as perguntas e problemas a tratar. Este era o passo que eu estava a saltar, mas a que dou muita atenção agora. Não serve apenas ler as questões e dizer "ah, já percebi a pergunta!". Trata-se sim de tomar posse do problema, ficar com ele na cabeça, pensar, repensar, remoer, cogitar. Depois de tentar diversas respostas da nossa lavra e de nos confrotarmos com a dificuldade do mesmo, estaremos em condições de o estudar a fundo.&lt;br /&gt;Isto deverá ser feito para cada área da disciplina em estudo. Por exemplo para a epistemologia comecei pela justificação: quais os problemas que envolvem a justificação? quais as questões principais?. Agora estou a fazer o mesmo com o processo de inferência. Depois passarei para o coerentismo e possivelmente voltarei à justificação. Tudo isto é muito dinâmico claro, mas o que interesse é começar por entender a fundo as perguntas de uma determinada área e só depois a estudar a fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, e depois de termos passado a fundo pelo passo 2, podemos estudar o assunto. O que verifico é que este estudo é muito (mas muito mesmo!) mais proveitoso depois de termos passado 2 ou 3 dias a remoer o problema. Agora sim entendemos as teses possíveis, as respostas que outros autores adiantaram, conseguimos cruzar informação entre autores e acompanhar o seu diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes costumava atacar um livro "de frente". Lia, continuava a ler, analisava as respostas a problemas que de facto não sentia ainda. Sentia-me um pouco como alguém a nadar contra corrente: esforço, esforço, esforço e no final não saía do mesmo sítio.&lt;br /&gt;Com esta abordagem as coisas são ligeiramente diferentes. Não é um mar de rosas, claro, mas pelo menos o esforço, esforço, esforço é compensado com um progresso visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a componente prática da filosofia. Tal como a maior parte das disciplinas, artes e ofícios, é muito mais fácil de aprendermos se à teoria aliarmos a prática - o passo 2 mais não é do que filosofarmos nós próprios sobre um determinado tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-1104453982992773502?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/1104453982992773502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=1104453982992773502&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/1104453982992773502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/1104453982992773502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/05/como-estudar-filosofia.html' title='Como estudar filosofia'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-1397561835914467170</id><published>2009-05-05T22:35:00.006+01:00</published><updated>2009-05-05T23:32:33.748+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Justificação</title><content type='html'>Contrariamente ao que escrevi ontem, escrevo agora um post mais estruturado, apesar de ser dia de semana. Faço-o porque, depois de ler os comentários que aqui foram apresentados e de algumas leituras que fiz a este propósito, sinto a necessidade de organizar um pouco as minhas ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecimento é crença verdadeira e justificada. Este será o meu ponto de partida. As teses cépticas são fortíssimas, nomeadamente o argumento do "cérebro ligado a uma máquina", deixando sempre uma margem para dúvida. Quase todas as nossas crenças podem ser postas em causa, e isto deixa-me muito intrigado relativamente ao que podemos conhecer e que sentido tem dizer que conhecemos algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da forma como vejo as coisas, independentemente das teses cépticas serem válidas ou não, uma crença ou é verdadeira ou não é. Quero com isto dizer que os cépticos apenas põem em causa a nossa certeza na verdade das crenças, não põem em causa que haja crenças verdadeiras.&lt;br /&gt;Assim, como podemos dizer que determinada crença é conhecimento? Temos que recorrer à justificação. Se tivermos uma boa justificação (e já irei ao que isto quer dizer) para uma determinada crença, então podemos dizer que se trata de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, uma justificação poderá ser mais forte ou mais fraca, no sentido em que pode aumentar o nosso grau de certeza quanto à verdade da crença ou não. Uma justificação que nos garanta que essa crença é verdadeira será infalível (e aqui agradeço ao Rolando o ter apontado para o facto de a infalibilidade ser um atributo da justificação e não da crença); uma justificação que não dê essa garantia será falível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui levanta-se uma outra questão interessante. Até agora tenho pensando no conhecimento como algo que temos ou não temos. O que escrevi em cima, se faz algum sentido, abre a possibilidade de haver graus de conhecimento, consoante a justificação seja mais ou menos forte. Recorrendo a um raciocínio indutivo, eu posso justificar que sei que os corvos são pretos porque vi milhares de corvos até hoje e todos eram pretos. Posso também afirmar que sei que os gansos são brancos justificando essa crença no facto de ter visto 10 gansos e todos eram brancos.&lt;br /&gt;Fará sentido dizer que o conhecimento relativamente aos corvos seja mais forte do que o dos gansos?! Se o conhecimento for algo dicotómico (sim ou não), qual a força que a justificação tem que ter para dizermos que se trata de conhecimento ou não? E como se mede essa força?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumindo que uma crença é justificada falivelmente (a justificação não garante que a crença é verdadeira, mas aponta para tal), como posso saber que a crença é verdadeira? Não posso. Quer isto dizer que o conhecimento não é possível? Da forma como vejo as coisas, julgo que poderemos pensar no conhecimento como algo constantemente sujeito a confirmação. Seria como se sempre que dizemos "eu sei que os corvos são pretos" estivesse subentendido que estamos a dizer "eu sei, até prova em contrário, que todos os corvos são pretos". E aqui entram as crenças justificadas prima facie que Pollock menciona. Basicamente, assumimos que uma crença falivelmente justificada é conhecimento até que surja informação em contrário (leia-se: justificação mais forte de uma crença que implica a falsidade da crença em apreço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz sentido então considerarmos que quase todo o conhecimento que temos é provisório e sujeito a confirmação? De uma forma ou de outras, penso que essa tem sido a história do conhecimento humano - versões atrás de versões atrás de versões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, se para conhecermos algo afirmamos que temos que ter a certeza da sua veracidade, então temos que ter uma justificação infalível e aquilo que conhecemos é muito pouco ou nada. Se por conhecimento entendemos aquilo que, à data de hoje e com a informação disponível, temos justificação para crer que é verdade, então o conhecimento é possível e podemos construir uma estrutura do conhecimento.&lt;br /&gt;Uma salvaguarda que importa fazer: se não temos justificação para suportar uma determinada crença (p. ex. os gansos são brancos ou não?), temos que suspender o juizo - dizer que não sabemos - até termos uma justificação suficientemente forte para suportar essa crença. Se não temos uma justificação forte, mas ainda assim nos parece que uma é mais provável do que a outra, não podemos dizer que sabemos que os gansos são brancos. Por exemplo, se vimos 10 gansos até hoje e todos eram brancos, julgo que não podemos afirmar que sabemos que os gansos são brancos, mesmo que essa afirmação seja provisória. Quando muito, podemos afirmar que sabemos que os dados que temos indicam que os gansos sejam brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, a grande questão que se levanta prende-se com a força da justificação. Como podemos avaliar uma justificação e daí concluir se conhecemos ou não? Faz sentido falar dos tais graus de conhecimento? Qual o critério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao fundacionalismo.&lt;br /&gt;Agora entendo melhor os conceitos em jogo, penso eu. As crenças são justificadas quase sempre falivelmente com base noutras crenças. Essa justificação poderá ser mais ou menos forte e para isso temos que clarificar a já mencionada questão do critério. Quando chegamos à fundação - ao ponto de paragem da regressão da justificação - encontramos aquilo a que chamámos crenças básicas. Estas crenças não podem ser justificadas com base noutras crenças, e a alternativa é que sejam auto-justificadas, que se justifiquem a si próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua em aberto para mim se faz sentido falar em crenças auto-justificadas, se essa auto-justificação implica a infalibilidade ou se qualquer crença infalível é sempre auto-justificada. A tudo isto somamos a questão do critério, que se aplica tanto à justificação com base noutras crenças como à auto-justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um apontamento final relativamente a este ponto. Continuo convencido que a generalidade das crenças matemáticas são infalíveis. Aqui não concordo com o argumento de Descartes, para o qual o Aires de Almeida chamou a atenção. Não consigo conceber que um génio maligno conseguisse iludir-me fazendo com que eu acreditasse que 2+2=4 quando na realidade são 5. Parece-me a mim que este tipo de crença está ao nível do "eu existo" de Descartes - o génio maligno não consegue pô-la em causa.&lt;br /&gt;Assim sendo, as verdades matemáticas são infalivelmente justificadas, sendo que muitas delas vêem essa justificação infalível baseada noutras crenças (também elas matemáticas, também elas infalíveis). Claro que se colocarmos em causa a infalibilidade da justificação dessas crenças colocamos em causa este argumento. Estou também ciente que a minha justificação para a crença em que as verdades matemáticas são infalivemente justificadas não é especialmente forte, mas irei trabalhá-la no futuro.&lt;br /&gt;Ainda assim, importa não esquecer que o que faz de uma crença uma crença básica é o facto de ser justificada sem recurso a outras crenças, não que seja infalível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-1397561835914467170?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/1397561835914467170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=1397561835914467170&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/1397561835914467170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/1397561835914467170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/05/contrariamente-ao-que-escrevi-ontem.html' title='Justificação'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-37252973605730641</id><published>2009-05-04T18:42:00.005+01:00</published><updated>2009-05-04T19:30:47.316+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudo'/><title type='text'>Utilização do blog</title><content type='html'>Apenas uma nota sobre a forma como vou organizar os meus estudos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durante a semana vou ler, estudar e analisar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durante o fim-de-semana vou sintetizar e escrever (claro que também ler e estudar um pouco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, provavelmente escreverei pouco no blog durante a semana - apenas respostas a comentários e posts curtos como este. Os textos mais consistentes serão escritos no fim-de-semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus exames serão daqui a 1 ano. Parece imenso tempo, 12 meses, 52 semanas, 365 dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando olho para as últimas 2 ou 3 semanas, vejo que afinal não é tanto assim. Está na altura de me organizar e disciplinar: o risco de me dispersar é muito elevado, tal como o risco de me entusiasmar com o blog e não dar a atenção devida ao estudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-37252973605730641?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/37252973605730641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=37252973605730641&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/37252973605730641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/37252973605730641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/05/utilizacao-do-blog.html' title='Utilização do blog'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-6346984641281017802</id><published>2009-05-02T22:17:00.005+01:00</published><updated>2009-05-02T23:46:53.981+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Crenças básicas</title><content type='html'>No seguimento do post de ontem, abordarei agora a questão das crenças básicas. Entendo aqui por crença básica aquela que consegue parar a regressão infinita que segue do argumento da regressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, a crença básica tem que ser tal que a sua justificação não tenha que se suportar noutras crenças. Isto acontece em duas situações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A crença justifica-se a si própria: crença auto-justificada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A crença não necessita de justificação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por definição, que poderá ser contestada mas que foi assumida como pressuposto para estes textos, conhecimento é crença verdadeira e justificada. Como tal, dizer que a crença que pára o retrocesso não necessita de justificação, equivale a dizer que suportamos toda a nossa estrutura de conhecimento em algo que não é conhecimento, em algo que não conhecemos (se não é justificado não é conhecimento). Isso parece-me errado, se bem que não consiga explicitar porquê. Suportar tudo aquilo que sabemos em algo que não sabemos é no mínimo contra-intuitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crenças auto-justificadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vamos então analisar as crenças auto-justificadas. Uma crença auto-justificada é uma crença que, pelo simples facto de o sujeito S a ter, ela está justificada para esse sujeito S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu digo que sei que amanhã vai chover, poderão perguntar o que me leva a fazer tal afirmação. Poderei justificar a minha crença dizendo que vi o boletim meteorológico e que sei que o boletim meteorológico costuma acertar na previsão. Podem-me perguntar então como é que sei que o boletim meteorológico costuma acertar na previsão e eu posso listar uma série de previsões que sei que eles acertaram. Podem-me então perguntar como é que eu sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vamos nós na regressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem agora que eu digo que sei que me dói a perna. Podem-me perguntar como é que eu sei tal coisa, e eu posso responder que sei porque me dói a perna. O facto de me doer a perna é o suficiente para justificar que eu saiba que me dói a perna. Será possível que me doa a perna sem que eu saiba? Imaginemos que foi anestesiada e que está a ser golpeada; será que podemos dizer que a perna me dói (pois está a ser golpeada e isso provoca dor) mas eu não sei? Ou será que o facto de eu não saber implica que não há dor? Parece-me que faz algum sentido dizer que a crença em que me doi a perna é auto-justificada - o facto de eu a ter é suficiente para justificar o conhecimento que tenho dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora um exemplo ligeiramente diferente - a percepção. Se digo que sei que a parede é vermelha poderão perguntar como é que o sei. Eu posso responder, por exemplo, que sei que a parede é vermelha porque 1) sei que tenho uma sensação de vermelho (parece-me vermelha) e que 2) sei que nestas condições de luz aquilo que me parece vermelho é vermelho. Se seguimos por 2, entramos pela regressão; já 1) é bastante mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que eu sei que a parede me parece vermelha?, pergunta o leitor. E eu respondo porque me parece vermelha. O facto de a parede me parecer vermelha é suficiente para justificar a crença que tenho em que me parece vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros exemplos se podem apresentar: aquilo que sentimos, que percepcionamos (como nos parecem as coisas), que pensamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me intriga a este respeito é saber porque é que podemos considerar (se é que podemos) que estas crenças são auto-justificadas - mesmo que cada uma delas seja auto-justificada, a crença em que são auto-justificadas não o é certamente. De uma forma mais clara, para afirmarmos que este tipo de crenças é auto-justificado necessitamos de uma justificação. Confesso que não sei como o justificar e não me cruzei ainda com referências a esta justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crenças infalíveis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como forma de atalho, alguns autores (Dancy e Pollock, por exemplo) começam por afirmar que se uma crença for infalível será auto-justificada, e depois seguem analisando as crenças infalíveis para verificar se conseguem parar a regressão da justificação. Não concordo que uma crença infalível seja necessariamente auto-justificada, pelo que uma crença, pelo facto de ser infalível, não poderá parar a regressão - necessita de ser justificada com base noutras crenças.&lt;/p&gt;Uma crença é infalível se for impossível ao sujeito S estar errado ao ter essa crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infalibilidade é portanto a garantia absoluta de que a crença é verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos discutir agora se as crenças que temos naquilo que percepcionamos, sentimos ou pensamos são infalíveis ou não. No entanto, o que me leva a dizer que uma crença infalível não é necessariamente auto-justificada vem da matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há crença infalível, as crenças matemáticas serão dos primeiros candidatos ao estatudo. Não me custa admitir que a crença em que 2+2=4 seja infalível. Tal como não me custa admitir que a crença no teorema de Pitágoras seja infalível. O que não me parece plausível é afirmar que a crença no teorema de Pitágoras seja auto-justificada. Nos meus tempos de estudante, grande parte do trabalho nas matemáticas mais avançadas era exactamente demonstrar teoremas. O teorema de Pitágoras está longe de ser auto-evidente, teve que ser demonstrado antes de ser aceite como verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorre daqui que o facto de uma crença ser infalível não implica que seja auto-justificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para registar que a terminologia não é uniforme. Por exemplo Pollock aborda a questão das crenças básicas com algum detalhe falando de crenças incorrigíveis, mas definindo-as como infalíveis (Pollock define uma crença incorrigível como "... it is impossible for S to hold the belief and be wrong.").&lt;br /&gt;Alston refere esta falta de uniformidade na aplicação dos termos no seu artigo "Incorrigibility" em &lt;em&gt;A companion to Epistemology&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crenças justificadas &lt;em&gt;prima-facie&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro conceito interessante que surge em Pollock é o de crença justificada &lt;em&gt;prima-facie&lt;/em&gt;. Uma crença será justificada &lt;em&gt;prima-facie&lt;/em&gt; quando somos justificados a acreditar nela desde que não haja nenhuma prova em contrário. Será uma crença justificada por defeito? (do "default" em inglês que é traduzido normalmente para "por defeito" mas julgo que incorrectamente...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conceito poderá parecer promissor para parar a regressão. Conseguimos fugir à justificação das crenças auto-justificadas dizendo que poderá haver crenças que não necessitem de justificação a menos que tenhamos razões para não acreditar nelas. Estas crenças não necessitariam de justificação, podendo assim parar a regressão, mas teríamos o direito de as colocar em causa caso viéssemos a ter dados novos em sentido contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que achei este conceito interessante na primeira vez o li. No entanto, depois de pensar um pouco sobre o mesmo, concluí que não existem crenças justificadas &lt;em&gt;prima-facie&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos que cremos que &lt;em&gt;p&lt;/em&gt; e que essa crença é justificada &lt;em&gt;prima-facie.&lt;/em&gt; Alguém nos diz então que, como sabemos que &lt;em&gt;q&lt;/em&gt; essa crença não é justificada. Nesse caso, teremos que justificar &lt;em&gt;p&lt;/em&gt;, pois surgiu a tal nova informação que a poderá colocar em causa. Como justificamos &lt;em&gt;p?&lt;/em&gt; Recorrendo a outras crenças, seguramente. E aí vamos nós na regressão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos nós saber que, num dado momento, uma crença justificada &lt;em&gt;prima-facie&lt;/em&gt; é ainda válida? Basta fazermos esta pergunta para a termos que justificar. Ou seja, uma crença justificada &lt;em&gt;prima-facie&lt;/em&gt; não sobrevive um dia sequer; temos a ilusão que conseguimos parar a regressão, mas apenas a parámos durante 5 minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voltando às crenças básicas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assim, concluí que a única forma de parar a regressão é numa crença auto-justificada. Parece-me que há vários tipos de crenças que poderão ser bons candidatos a este estatuto, mas falta-me a justificação para tal. Penso que só depois de o conseguir justificar é que poderemos decidir de uma determinada crença se tem ou não esse estatuto, e tal é crítico para construir a nossa estrutura de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passar este obstáculo, outros nos surgem pela frente:&lt;br /&gt;Como podemos passar das crenças básicas para as não básicas?&lt;br /&gt;Será que as crenças básicas, não sendo infalíveis, nos dão um adequado suporte à estrutura do conhecimento?&lt;br /&gt;Será que, pela definição de crença básica a que chegarmos, teremos um volume suficiente de crenças básicas para suportar a nossa estrutura de conhecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes será o objecto do meu estudo nos próximos dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-6346984641281017802?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/6346984641281017802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=6346984641281017802&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/6346984641281017802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/6346984641281017802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/05/crencas-basicas.html' title='Crenças básicas'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-3228551423607215646</id><published>2009-05-02T00:22:00.005+01:00</published><updated>2009-05-02T00:47:47.716+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Fundacionalismo</title><content type='html'>Antes de mais nada, uma pequena nota sobre o processo de estudo. Se dúvidas houvesse, confirmo agora que faz uma diferença brutal estudar um tema em vez de o ler apenas.&lt;br /&gt;Nos últimos anos tenho lido bastante sobre diversas áreas da filosofia, nas últimas semanas comecei a estudar - julgo que aprendi mais nas últimas 2 semanas do que nos últimos 2 anos.&lt;br /&gt;Ao estudar tomamos apontamentos, escrevemos, pensamos, lemos e relemos. Ao estudar, lemos um livro, ficamos com uma dúvida e consultamos outros 2 ou 3, cruzamos informação – aprendemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao tema propriamente dito – dediquei os últimos dias a estudar o fundacionalismo, mais concretamente às características que uma crença básica deve apresentar para servir enquanto tal.&lt;br /&gt;Para quem não está dentro do assunto, estou a falar de estruturas de conhecimento ou justificação. Na literatura inglesa fala-se de &lt;em&gt;knowledge&lt;/em&gt; – conhecimento. Não estou seguro se, no âmbito da epistemologia, devermos traduzir “I know” para “eu conheço” ou se para “eu sei”. Estou ciente que existem várias formas de conhecimento (ou saber) – saber fazer (sei andar de bicicleta), conhecer (conheço Lisboa) ou saber proposicional (eu sei que). Em inglês é tudo “knowledge”, em português temos várias formas diferentes; fico na dúvida se quando escrevo um texto sobre epistemologia (que aborda o conhecimento proposicional) devo utilizar “saber” ou “conhecer”. Vou optar pelo saber, pois julgo que o texto se lerá melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assuma-se para efeitos deste texto que quando dizemos que alguém sabe algo quer dizer que esse alguém tem uma crença verdadeira e justificada (haverá problemas com esta definição, nomeadamente os levantador por Gettier, mas vou deixá-los de parte por agora). Se eu sei que &lt;em&gt;p&lt;/em&gt;, quer dizer que eu acredito que &lt;em&gt;p&lt;/em&gt; e que essa crença é justificada. Como é ela justificada? Bem, será justificada porque eu sei que &lt;em&gt;q&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;r&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;p&lt;/em&gt; deriva de &lt;em&gt;q&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;r&lt;/em&gt;. E como sei eu que &lt;em&gt;q&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;r&lt;/em&gt;? Bem, eu sei que....&lt;br /&gt;As crenças que temos são justificadas por outras, que por sua vez são justificadas por outras e por aí adiante. Facilmente se verifica que entramos numa regressão infinita, que poderá terminar de várias formas distintas:&lt;br /&gt;a) Termina numa ou mais crenças cuja justificação não é feita com base noutras crenças.&lt;br /&gt;b) Não termina e continua &lt;em&gt;ad infinitum.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;c) Entra em "circuito fechado", com a cadeia de justificação a fechar-se sobre si própria.&lt;br /&gt;d) Termina numa crença que não é justificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundacionalista defende que apenas a) é viável - a regressão tem que terminar numa ou mais crenças cuja justificação não dependa de outras crenças. Este é o argumento da regressão (tradução livre de "Regress Argument").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero agora discutir se as alternativas b, c ou d seriam melhores nem se existem outras formas alternatias de construir o nosso conhecimento (posturas externalistas, p. ex.). Quero apenas reflectir um pouco sobre, aceitando que o fundacionalista tem razão, que tipo de crenças poderiam parar esta regressão e satisfazer a opção a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparo agora que a hora já vai adiantada, e amanhã seguramente serei acordado bastante cedo pelos miúdos. Vou publicar o post tal como está, e amanhã publicarei a continuação. Peço desculpa pela falta de "profissionalismo".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-3228551423607215646?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/3228551423607215646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=3228551423607215646&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3228551423607215646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3228551423607215646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/05/fundacionalismo.html' title='Fundacionalismo'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-4506357314038000042</id><published>2009-04-28T21:41:00.005+01:00</published><updated>2009-04-28T22:05:13.442+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Biblioteca</title><content type='html'>Inscrevi-me hoje na &lt;a href="http://www.ucp.pt/site/custom/template/ucptplfachome.asp?sspageid=3217&amp;amp;lang=1"&gt;Bliblioteca João Paulo II &lt;/a&gt;(da Universidade Católica, Lisboa).&lt;br /&gt;Têm uma boa coleção de filosofia, mas ainda assim faltam muitas das referências que vejo nos meus guias de estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, &lt;strong&gt;primeira pergunta para quem aí estiver&lt;/strong&gt;: que bibliotecas conhecem / recomendam na área de Lisboa e no âmbito da filosofia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe 3 livros, todos no contexto que referi no meu post anterior: justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epistemic Justification - Essays in the Theory of Knowledge; W.P Alston&lt;br /&gt;Contemporary Theories of Knowledge; J.L Pollock&lt;br /&gt;Common Sense, Science and Scepticism; Alan Musgrave&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros são referidos várias vezes nos guias de estudo e também nos vários textos que já li sobre o tema. São sem dúvida referência que tenho e quero estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o último é uma incógnita. Não conheço o autor (professor de filosofia na Universidade de Otago?!) e no livro não consta nenhuma biografia ou referência à sua obra. Trata-se de uma edição da Cambridge University Press, o que me parece merecer alguma confiança.&lt;br /&gt;O livro parece-me muito interessante. Pelo pouco que li, o autor parte de uma postura céptica e daí, baseado no tal "commonsensism" de que falei no último post, parte para a defesa de uma postura falibilista e de racionalismo crítico (que ainda não sei o que é, tenho que ler o livro...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda pergunta para quem aí estiver&lt;/strong&gt;: alguém conhece este autor? Comentários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, deparo-me agora com um problema de ordem prática mas bastante relevante. Eu gosto de escrever nos livros: tomo notas, sublinho, ponho marcadores e por aí fora. Mais do que tomar apontamentos, os livros são o meu bloco de apontamentos. Por vezes tomo notas em post-it que deixo nos livros para memória futura. Tem sido um processo bastante eficaz para mim.&lt;br /&gt;E agora?! Com livros de biblioteca, que tenho que devolver dentro de 2 ou 4 semanas, o que faço?&lt;br /&gt;Acho que me vou ter que habituar a tomar notas num caderno. O problema vai ser garantir que as notas sejam auto-suficientes, pois no futuro não terei o livro para referência . Vamos lá a ver como é que me adapto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nota final a respeito dos comentários aos meus posts anteriores.&lt;br /&gt;Agradeço ao Desidério Murcho (que é o grande "culpado" da minha gradual aproximação à filosofia nos últimos anos) a referência que fez a este blogue na crítica. A responsabilidade vai aumentando, agora que tenho um pouquinho mais de atenção...&lt;br /&gt;Agradeço a todos as mensagens de apoio e incentivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos objectivos deste blogue está atingido - motivação! Agora sinto que já não estou a estudar sozinho. Obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-4506357314038000042?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/4506357314038000042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=4506357314038000042&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/4506357314038000042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/4506357314038000042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/04/biblioteca.html' title='Biblioteca'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-8705803456535405564</id><published>2009-04-26T22:31:00.001+01:00</published><updated>2009-04-27T09:42:48.682+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Primeiras impressões</title><content type='html'>As duas últimas semanas têm sido atarefadas.&lt;br /&gt;Já fiz uma leitura geral do Epistemologia Contemporânea, complementando com o Companion to Epistemology.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento já tenho uma ideia geral sobre a disciplina e sobre os temas que terei que aprofundar.&lt;br /&gt;Durante a próxima semana irei estudar com mais detalhe o fundacionalismo e o coerentismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também me debruçarei um pouco sobre o conhecimento. Neste âmbito registo desde já que aquilo que me tem intrigado mais é a “verdade” – conhecimento é crença verdadeira e justificada. Por outro lado, numa óptica falibilista (que de facto me parece mais razoável), a justificação não tem que implicar a verdade. Sendo assim, como é que podemos atestar que uma determinada crença é verdadeira ou não? Como podemos atestar que uma determinada crença é conhecimento?&lt;br /&gt;Bem, a ideia não é alongar-me agora sobre este ponto. Queria apenas fazer um muito breve ponto de situação do meu progresso e estabelecer os meus próximos passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim os meus próximos passos serão escrever (e estudar para isso, bem entendido) 3 textos mais elaborados com os seguintes temas: conhecimento (e este ponto da “verdade” que mencionei), fundacionalismo e coerentismo. Isto será o programa para as próximas duas semanas.&lt;br /&gt;Entretanto, registo apenas que me deparei com 2 conceitos que não conhecia ainda e que achei muito interessantes: “commonsensism” e “reliabilism”. Talvez estes sejam os pontos a aprofundar a seguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-8705803456535405564?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/8705803456535405564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=8705803456535405564&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/8705803456535405564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/8705803456535405564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/04/primeiras-impressoes.html' title='Primeiras impressões'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-3332924034941147973</id><published>2009-04-13T22:34:00.004+01:00</published><updated>2009-04-14T10:30:43.967+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Epistemologia'/><title type='text'>Epistemologia</title><content type='html'>Os livros que estou a ler são os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;A.C. Grayling: Philosophy Guide 1&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Jonathan Dancy: Epistemologia Contemporânea&lt;/li&gt;&lt;li&gt;J. Dancy, Ernest Sosa: A companion to Epistemology&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Chisholm: Theory of Knowledge&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Bertrand Russel: Os Problemas da Filosofia&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Robert Audi: Epistemology - a contemporary introduction to the theory of knowledge&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;O Philosophy Guide (grayling) é muito bom. Trata-se de um guia geral a várias áreas da filosofia (existem dois volumes, abarcando no seu conjunto o que me parece ser todas as áreas da filosofia). Este livro é o guia base dos módulos do Diploma e BA da London University. Aqui é apresentada uma breve introdução a cada tema, seguida de um vasto conjunto de bibliografia e referências. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro documento que também serve de "mapa" às várias áreas da filosofia é o "London Philosophy Study Guide". Não tem uma introdução ao tema tão completa, mas a lista bibliográfica é excelente e extremamente útil. Podem obtê-lo gratuitamente na &lt;a href="http://criticanarede.com/html/lds_studyguide.html"&gt;crítica&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estes dois documentos são o meu "mapa das estradas" da filosofia. São eles que me indicam o caminho a percorrer e as leituras a fazer. Recomendo ambos vivamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante as próximas 2 ou 3 semanas estarei à volta destes livros. O que pretendo destas primeiras semanas é obter uma visão clara dos fundamentos da epistemologia, bem como das discussões em curso, obras de referência e a estrutura geral da disciplina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Espero conseguir definir no final das próximas semanas quais os livros e artigos que terei que estudar, e o que aborda cada um deles. Espero também ter aí uma ideia geral de quem são os autores de referência e quais as suas a respeito do tema (ainda sem grande profundidade, claro). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-3332924034941147973?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/3332924034941147973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=3332924034941147973&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3332924034941147973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3332924034941147973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/04/epistemologia.html' title='Epistemologia'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-3471129630201644073</id><published>2009-04-12T18:37:00.003+01:00</published><updated>2009-04-13T22:53:49.584+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geral'/><title type='text'>Programa de estudo</title><content type='html'>Os módulos que vou fazer são então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;introdução à filosofia&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;epistemologia&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;lógica&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;filosofia moderna&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Por agora, a minha ideia é fazer os 4 exames em 2010. Talvez seja um objectivo ambicioso de mais, pelo que o poderei rever mais tarde.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vou-me organizar da seguinte forma: dedico cerca de um mês a cada disciplina (sem contar com a introdução à filosofia), e vou rodando. Começo pela Epistemologia, depois Lógica, depois F. Moderna, e volto à Epistemologia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Começarei por apresentar os livros e artigos que estou a estudar, bem como o tema (dentro de cada disciplina) que estou a analisar; depois irei escrevendo posts mais ou menos estruturados, com ideias minhas, resumos ou problemas. Em suma, com aquilo que me vou deparando enquanto estou a estudar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sendo assim, "let the games begin"...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-3471129630201644073?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/3471129630201644073/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=3471129630201644073&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3471129630201644073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3471129630201644073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/04/progama-de-estudo.html' title='Programa de estudo'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-6085273419278273944</id><published>2009-04-11T21:35:00.006+01:00</published><updated>2009-04-11T21:50:30.936+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geral'/><title type='text'>O Diploma</title><content type='html'>&lt;p&gt;O Diploma em Filosofia da London University pretende ser um curso introdutório, que depois poderá dar seguimento ao BA. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Diploma é constituído por 4 módulos: 1 módulo introdutório e 3 módulos a escolher da seguinte lista: &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Lógica&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Epistemologia &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Filosofia Grega – Platão e os pré-socráticos &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ética – perspectivas históricas &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Filosofia Moderna – Descartes, Locke, Berkeley e Hume&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Estes módulos fazem também parte do BA. Caso optemos por prosseguir depois para este curso já não teremos que os fazer outra vez, claro. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, tenho que escolher 3 módulos da lista anterior. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A minha escolha inicial é Epistemologia, Lógica e Filosofia Moderna.&lt;br /&gt;Epistemologia e Lógica são disciplinas base fundamentais para o estudo da filosofia. Parece-me um ponto de partida adequado.&lt;br /&gt;Quanto à filosofia moderna, trata-se de gosto pessoal apenas. Das várias leituras que fiz até agora sempre gostei das ideias dos autores que constituem este módulo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta é então a minha escolha, mas poderei alterar a selecção em qualquer momento antes de me inscrever no exame:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Epistemologia&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Lógica&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Filosofia moderna - Descartes, Locke, Berkeley, Hume&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-6085273419278273944?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/6085273419278273944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=6085273419278273944&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/6085273419278273944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/6085273419278273944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/04/o-diploma.html' title='O Diploma'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2679527474899774370.post-3476571986342372724</id><published>2009-04-11T20:25:00.002+01:00</published><updated>2009-04-11T20:30:22.974+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geral'/><title type='text'>O início</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É oficial! Decidi inscrever-me no Diploma em Filosofia pela London University. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sou engenheiro de profissão, na casa dos trinta, e descobri a filosofia há já alguns anos. Tenho lido e estudado alguma coisa, mas sempre de uma forma muito irregular e desestruturada. Chegou agora a altura de me dedicar um pouco mais a sério a este tema, e a melhor forma, parece-me, será inscrever-me num curso que me discipline e oriente. São vários os cursos disponibilizados pela internet, destacando-se, quanto a mim, o programa de estudo à distância da London University. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A London University disponibiliza a maior parte dos cursos ditos “normais” também à distância, desde finais do século XIX. Incluem-se entre estes dois programas na área da filosofia: o Diploma e o BA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Para quem esteja interessado sugiro a visita a &lt;a href="http://www.londonexternal.ac.uk/prospective_students/undergraduate/birkbeck/philosophy/index.shtml"&gt;http://www.londonexternal.ac.uk/prospective_students/undergraduate/birkbeck/philosophy/index.shtml&lt;/a&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O esquema geral dos cursos à distância é bastante simples (e por isso não é caro). Inscrevemo-nos no curso, e depois inscrevemo-nos nos exames que pretendamos fazer num determinado ano (os exames são em Maio). A UL fornece uns guias de estudo, a bibliografia e outra informação, mas nada mais. Não há interacção com professores nem aulas. Apenas um guia de estudo e os exames.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O Diploma é um curso introdutório, composto por 4 módulos. 1 é de introdução e 3 são módulos do BA. O BA é uma licenciatura penso eu (tipo Bolonha) e é composto por 10 módulos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eu estou-me a inscrever no Diploma e, se vir que me estou a dar bem, sigo para o BA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Então qual é o objectivo desde blogue? Na realidade são 3 os objectivos que me trazem aqui:&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="TEXT-INDENT: -18pt; mso-list: l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Escrever! Um dos factores fundamentais do estudo da filosofia é escrever. Claro que poderia escrever e não publicar, e certamente que o farei. Mas saber que o que estou escrever pode ser lido por alguém obriga-me a uma disciplina mental que me parece importante. Assim, espero que com o blogue consiga disciplinar a minha escrita, mantê-la organizada e bem estruturada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="TEXT-INDENT: -18pt; mso-list: l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Discutir! Outro dos factores fundamentais do estudo da filosofia é a discussão de ideias. Muito gostaria se com este blogue viesse a conhecer outras pessoas que partilhem este interesse e estejam, ou queiram enveredar, por um percurso semelhante. Quem sabe este blogue pode vier a originar um pequeno grupo de estudo?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="TEXT-INDENT: -18pt; mso-list: l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Neste blogue irei registar os meus progressos e o meu percurso: bibliografia, artigos, sites e muitas outras fontes de informação. Talvez no futuro este blogue possa constituir um pequeno mapa para quem pretenda enveredar pelo estudo da filosofia. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Outros posts se seguirão com informação sobre o curso que estou a iniciar e qual o uso que darei ao blogue. Por agora gostaria apenas de referir que qualquer comentário, crítica ou sugestão serão mais do quem bem vindos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2679527474899774370-3476571986342372724?l=estudar-filosofia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/feeds/3476571986342372724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2679527474899774370&amp;postID=3476571986342372724&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3476571986342372724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2679527474899774370/posts/default/3476571986342372724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estudar-filosofia.blogspot.com/2009/04/o-inicio.html' title='O início'/><author><name>Jaime Quintas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09615621737913982593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
